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A
criação do Mercosul, em 1991, marcou um
importante avanço no processo de fortalecimento
da economia na América Latina. Apesar dos problemas
ainda existentes, a união das principais economias
chamou consideravelmente a atenção do
mercado mundial. O Mercado Comum do Cone Sul (MERCOSUL)
foi a resposta sul-americana às exigências
da nova dinâmica da economia mundial. O novo bloco
representou o ponto culminante de uma tendência
que vinha se fortalecendo desde os anos 50, quando a
Comissão Econômica para a América
Latina e o Caribe (CEPAL) já estimulava maior
integração e cooperação
regional, alastrando-se pelas décadas seguintes,
em meio ao processo de globalização.
A necessidade de maior integração entre
Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai vinha se tornando
evidente, uma vez que, na atualidade, países
vizinhos do porte dos dois primeiros, principalmente,
não devem permanecer isolados. O processo de
integração regional oficializou-se em
1991, com a assinatura do Tratado de Assunção,
e vem se desenvolvendo gradualmente até os dias
de hoje, com a instituição de uma zona
de livre comércio, uma união aduaneira
e a criação de um mercado comum entre
os quatro países. Os planos de integração
atualmente são mais ambiciosos, já existindo
acordos bilaterais do Mercosul com Chile e Bolívia,
além de outros blocos regionais americanos.
As estatísticas mostram que o objetivo de promover
o comércio intra-regional foi alcançado
com êxito. Para se ter uma idéia, entre
1991 e 1997 as exportações intrazona em
relação às exportações
totais passaram de 11,1% (US$5,1 bilhões) para
24,7% (US$20 bilhões).

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